domingo, fevereiro 15, 2009

A Gramática no Barreiro

A gramática no Barreiro é própria. Existem determinadas construções frásicas que são específicas da zona, nomeadamente a substituição de alguns substantivos por...por nada.
As frases normalmente são compostas por um pronome, exemplo - Eu..., o verbo, exemplo - fui..., e depois, de uma forma brilhante, é deixado cair o substantivo, pois não está lá a fazer nada, exemplo - ...à da minha tia.

Desta forma, a frase - Eu fui à da minha tia - torna claro onde é que eu fui. Onde é que eu fui? Não sei, mas de certeza que foi à da minha tia, mas o quê? Continuo sem saber, mas também é pouco importante, o importante é que foi - à da minha tia. Será que fui à casa da minha tia? Não interessa.

Eu fui andar de.

Aqui está outro exemplo que exemplifica claramente onde é que andei. Onde é que andei? Não interessa, o que interessa é que - andei de - o resto é pormenor, informação irrelevante.

Portanto, caros amigos, aqui fica mais...Viram como a frase fica mais objectiva e clara se retirarmos todos os pormenores que não interessam.

Bem, agora vou-me embora que amanhã vou.

Despeço-me com amizade
SAF

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Objectivo 40

Completei hoje 37 anos. Já estou perto do meu objectivo, o meu quadragésimo aniversário. A partir dessa maravilhosa idade irei iniciar a minha 3ª fase sexual, sendo que a minha 1ª fase tem sido insistentemente e regularmente utilizada ao longo da minha existência.

As fases são simples. A 1ª fase é aquela que será utilizada durante toda a vida. É uma fase solitária. Poderá ser acompanhada com alguma imaginação ou com qualquer auxiliar visual. Esta fase passa por abraçar com uma das mãos, com as duas em certos casos, o orgão penetrador, enrolando os dedos à volta do mesmo, apertando-o com alguma firmeza para que não possa escapar. Aplicar suaves movimentos basculantes durante algum tempo... irá aperceber-se quando parar, talvez no inicio desta 1ª fase não saiba quando parar mas o sangue poderá servir de dissuasor.

Para a 2ª fase será sempre necessário uma outra pessoa. Poderão surgir algumas decepções perante a dificuldade de arranjar essa outra pessoa que poderão novamente resultar na utilização da 1ª fase. Essa dificuldade poderá ser tanta que poderá colocar-se a hipótese de não utilizar pessoas para esta 2ª fase, podendo recorrer-se aos animais de grande porte. É uma ideia estúpida, aconselhamos voltar à utilização da 1ª fase.
Quando finalmente se encontra uma pessoa na disposição de realizar esta 2ª fase connosco, a mesma passa por:
a) Utilizar todos os sentidos sensoriais existentes no ser humano com a outra pessoa, empregar principalmente o tacto, o olfacto e o paladar...o olfacto e o paladar poderão às vezes interromper esta 2ª fase, fazendo-nos voltar à 1ª fase.
b) Utilizar o orgão penetrador para entrar no canal que se estende do colo do útero à vulva. Para alguns orgãos penetradores será necessário não entrar na totalidade deste canal, pois poderá perfurar um pulmão.
c) Repetir movimentos basculantes com a bacia durante algum tempo, mais uma vez saberá quando parar.
A má prestação desta 2ª fase com a outra pessoa poderá levá-lo novamente à 1ª fase.

A 3ª e última fase é aquela que me espera. Poderemos tirar muito prazer desta fase. Deverá envolver duas pessoas, uma delas deverá ser sempre um profissional. Este profissional poderá levar alguma soma monetária ou poderá simplesmente não cobrar nada. Existirá, também, um orgão penetrador e outro penetrado, normalmente denominado - órgão glandular situado em volta do início da uretra. No inicio poderá parecer estranho mas rapidamente nos habituaremos. Esta fase normalmente só é repetida anualmente.

São assim os exames à próstata. Nos restantes dias, até ao próximo exame, poderemos utilizar a 1ª fase e utilizar a imaginação para relembrar a 3ª fase...com o profissional.

Despeço-me com amizade
SAF

p.s - faltam-me apenas 3anos

domingo, fevereiro 01, 2009

O Sono

Estou, neste momento, sentado na minha cama sem conseguir adormecer. Já tentei parar de respirar para desmaiar e poder dormir mas sem sucesso. Fiquei sem respirar dez segundos, como não desmaiava, desisti.
Já tentei inalar gás para desmaiar mas estando longe da cozinha trouxe um isqueiro para o quarto. Poderia ter tido sucesso, se o polegar acidentalmente não tivesse deslizado a rodinha de metal, criando aquela chama inconveniente...posso dizer que...estou diferente em termos nasais.
Em último recurso estou a pensar levantar-me da cama, andar descalço pelo quarto e pontapear com bastante violência a quina de um dos móveis, e desta forma, permitir que o meu dedo mindinho possa seguir uma vida independente do meu corpo; a dor poderia levar-me a desmaiar e consequentemente...dormir...mas acho que vou apenas contar bezerros...um...dois...três...quat...ci...s..


Acho que um dos bezerros me levou o dedo mindinho do pé...

Despeço-me com amizade
SAF