quarta-feira, julho 04, 2007

Recordações dos nossos amores (parte 1)


Recordo-me como se fosse hoje, ou seria ontem, e com grande detalhe, aquela tarde de 1988, ou seria em 87...talvez em 89...bom...não me lembro, sei que foi na década de 80 que tive o primeiro contacto com ela.
Na altura, eu estava no auge da minha vida amorosa, já tinha beijado loucamente dezenas de raparigas...

...não foram menos de cinco, que eu seja ceguinho e comece a escrever palavras que não façam sentido, se é mentira....

Oepofwiejfl ksndlfknslkefi nflnldn sidhaoisd....

I can see.........obrigado Jesus.

Está certo, até poderei não ter beijado, mas estive quase. Houve uma rapariga que até lhe toquei na mão e sentia que estava próximo de um contacto mais profundo. Claro que seria mais fácil se a visse mais vezes, mas o facto de ela sofrer de Síndrome de Down restringia um pouco a sua liberdade para sair.

Às vezes quando o autocarro da Cercisa passava perto da minha casa ainda nos acenávamos. Ela sorria sempre para mim, e tinha aquele lindo sorriso metálico, notava-se o brilho do seu aparelho que permitia endireitar os seus lindos 3 dentes...e únicos.

Ao longe, notava-se o seu ombrinho molhado, da sua boca escorria sempre um lindo fiozinho de saliva (baba). Às vezes, quando virava a sua face com rapidez, o seu fiozinho de saliva soltava-se do seu lábio esquerdo e voava pelo autocarro, embatendo na nuca do Sr Condutor. Presenciar esta linda cena, fazia o meu corpo estremecer de prazer.
Podia contemplar aquela imagem bonita e sensual do meu amor platónico.
Era carinhoso olhar para ela da rua, sempre naquele lugar de autocarro.
Muitas vezes admirava os seus gestos delicados, especialmente a sua cabecinha, tombando para trás e para a frente, permitindo que os seus cabelos lisos se soltassem. Normalmente isto acontecia sempre que o motorista travava o autocarro , fazendo com que a sua linda testa (era uma testa alta e esguia, com 20 cm de espaço entre as sobrancelhas e os primeiros 3 fios de cabelo, e únicos, da cabeça) batesse violentamente no cinzeiro preso nas costas do banco da frente, projectando imediatamente, a sua cabecinha para trás, embatendo no encosto do seu banco.
Ela ficava completamente atordoada. Era lindo vê-la tontinha, era tão doce. O movimento era claramente bastante sensual. A sua cabecinha descrevia sempre aquela metade perfeita de circulo...lindo. Ela ostentava sempre, com grande orgulho, aquela marca de cinzeiro na sua linda e grande testa.
Poderíamos ter tido uma linda história de amor, o destino assim não o quis. Os pais enviaram-na para uma escola especial, onde todos eram semelhantes.
Ainda cheguei a vê-la passar por mim, no novo autocarro. Estavam todos sincronizados quando o motorista travava, todas a cabecinhas deslocavam-se para a frente, embatendo no cinzeiro, e depois para trás. Notei que havia ali muito trabalho e treino da parte dos professores, para que todos estivessem sincronizados. Fiquei impressionado.
Nunca mais a vi, fiquei destroçado, mas contente por saber que estava bem e feliz.

Eu já vinha de uma longa experiência de insucessos amorosos, podemos até dizer que vinha de uma seríe de maus resultados, uma completa falta de eficácia, fracassos totais, este foi apenas mais um.

Até que... encontrei-a. Tal como tinha dito, acho que no inicio do texto, foi na década de 80.

Um pouco antes de a encontrar, o meu corpo já era um depósito enorme de - fluido segregado pelos órgãos reprodutores dos animais do sexo masculino, constituído por espermatozóides, produzidos nos testículos, em suspensão numa secreção produzida pelas vesículas seminais e pela próstata - ... facto este, devido a ter anos e anos de acumulação deste fluído dentro do meu organismo. Isto fazia com que o meu corpo fosse uma bomba relógio, pronta a explodir a qualquer momento.
Tinha-me passado pela cabeça emigrar para o Cazaquistão e tornar-me um eremita religioso num mosteiro, no entanto apareceu esta luz no meu caminho...podia ser uma lambreta Famel, mas não, era algo angélico...podia também ser um dos membros dos D’Zrt, o Angélico, montado numa Famel, mas não, era mesmo um anjo.
Era ela...
Esta luz, despertou o meu ser para uma vida de lúxuria e deboche, uma completa libertinagem.
Vi-a pela primeira vez num quiosque. Olhei para ela, e notei que foi recíproco, pelo menos, depois de me ter deslocado várias vezes, em várias direcções, para encontrar o seu olhar.
Rondei durante alguns minutos o local, qual uma ave de rapina preparando o seu ataque feroz, no sentido de conquistar a presa.
Enchi-me de coragem e pedi-a, com alguma vergonha. Ela caiu-me logo nos meus braços, não estava à espera de conseguir tão facilmente. Conversa puxa conversa, e quando dei por mim estávamos na minha casa. Os meus pais não estavam. Fomos para a sala. Subitamente estava a fazer amor, o prazer era tanto que o meu prepúcio quase que se desprendia, podendo fazer com que a pele escorregasse para trás, qual um estore. Mas não!!! Ela lá se aguentou, por um fiozinho, mas aguentou-se.
Ela era fantástica. Eu como tinha retido uma grande quantidade de - fluido segregado pelos órgãos reprodutores dos animais do sexo masculino, constituído por espermatozóides, produzidos nos testículos, em suspensão numa secreção produzida pelas vesículas seminais e pela próstata - ... durante anos, demorei cerca de 1h30 minutos a completar o meu orgasmo...senti-me uma vaca. Enchi vários baldes, ao fim de 15 desisti de contar, e continuei...
Pensei que finalmente tinha encontrado alguém para desfrutar de um futuro em conjunto.

Ao completar o meu orgasmo, puxei as calças para cima, lavei as mãos, ou pelo menos tinha a intenção disso, e fechei-a. Guardei-a com todo o cuidado na minha estante, ela era minha...o seu nome era Teenage Sex nº 4...


Para todo o sempre ela me acompanhou...é a melhor companheira. Fazemos sexo quando quero. Posso ver a SPORT TV quando quero...ela fala é pouco, mas também é positivo.

Caros amigos isto foi a minha juventude....e o meu presente também

Despeço-me com amizade
SAF



Existem revistas que nos trazem recordações magníficas

3 Comments:

At 1:41 a.m., Anonymous Anónimo said...

lol!! já estou farto de me rir com os 15 baldes!!

 
At 7:08 p.m., Anonymous Anónimo said...

O que eu me ri contigo, pá...

-Bruno-

 
At 10:00 p.m., Anonymous Anónimo said...

Está excelente e não é a tua mulher a dizer isto pois seria indecente ela achar piada a estas parvoices do sexo com uma desconhecida,principalmente de papel, e principalmente até hoje?????
Bem, se fosse uma conhecida era igual.

bjs
Su

 

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