Não me apetece trabalhar
Caros amigos deste Blog, cá estou eu novamente. Não porque tenha algo de interessante para dizer...não, ou tenha sentido uma vontade irresístivel de escrever...também não, ou por qualquer outra situação que possa interessar perder tempo a ler este texto...quiça sequer vir a este Blog...não, nada disso.
A razão é simples. São 15h03, estou sentado à secretária onde trabalho, e não tenho qualquer vontade de trabalhar, como tenho 2 colegas ao meu lado e a minha Chefe à minha frente, tenho que fingir que estou a trabalhar. Os últimos 20 minutos passei-os a olhar para o monitor sem fazer nada, verifiquei que a minha Chefe já estava a desconfiar. A razão era simples, como poderia estar a trabalhar apenas com o olhar no vazio de um monitor. Resolvi que tinha que adoptar uma outra estratégia. Foi aí que pensei:
“Nada...nada...nada...nada...”
Tentei novamente pensar:
“Nada...nada...nada...nada...”
Até que finalmente disse a mim mesmo:
- Tens que pensar...fod....pensa.
Tentei então pensar:
“E se eu fingisse que estava a escrever no computador, só para a minha Chefe pensar que estava a fazer um documento.”
Imediatamente a seguir tive que me levantar e ir lá fora...estava esgotado. Este stress, e todo este aparato de arranjar uma solução para a minha situação, tinham-me deixado de rastos. Já para não falar que tinha estado a pensar.
Quando voltei para o meu lugar, vinha já convicto de uma coisa – Não posso voltar a pensar, isto deixa-me esgotado, e ainda posso ter um AVC. Afinal de contas o meu pai também teve um, e apenas por ter pensado quantas Marias ia encomendar para a próxima semana.
Bom...mas o importante é que já tinha encontrado uma solução para o meu problema.
Chiça, com esta conversa toda esqueci-me de qual era o meu problema...esperem um pouco tenho que voltar ao inicio do texto para ler o que me estava a queixar...esperem mais um pouco...está quase...
Ah...já sei. A minha Chefe estava-me a topar que não estava a fazer nada...e eu já tinha encontrado uma solução:
Fingir que estava a escrever um documento.
Afinal de contas, para mim era simples, já faço isso há muito tempo – fingir que estava a fazer documentos. E se ela me perguntasse: O que estás a fazer, Sérgio?
Era simples, para essa questão já tinha uma resposta, era a habitual.
- Estou a fazer um documento para a formação.
- Qual?
Bom... esta questão é que não estava à espera, vou ter que improvisar rápido. Pensa Sérgio...pensa...
“nada...nada...nada...nada...”
Bolas não me ocorre nada.
Pensa...é melhor pensares, a tua Chefe está à espera.
“Já sei. Resulta sempre dizer que estou a preparar um documento sobre Inteligência Emocional, ninguém percebe e não, e até tem um nome pomposo....INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.”
- Chefe, estou a preparar um documento sobre Inteligência Emocional. Ah!ah!ah!ah!...e agora hã...e agora hã...pronto satisfeita...hã. Agora cala-te que quero trabalhar, ouviste, Mantém-te pianinha, nem um som....bom.
Bem...este foi apenas um pequeno devaneio para ocupar mais tempo, e linhas para este texto, agora vamos mesmo àquilo que aconteceu.
- Chefe estou a preparar um documento sobre Inteligência Emocional.
- Ah, que bom, por acaso estou a estudar essa temática. Então e estás a escrever sobre quê?
Bolas...agora vou ter que falar sobre um tema que não sei, mas também, nem as pessoas que o inventaram sabem. Além disso quem inventou este tema, o John D. Mayer e Peter Salovey, deviam estar na mesma situação que eu. Deviam estar no trabalho, e a Chefe já devia estar a topar que não estavam a fazer nada, portanto lá começaram a escrever sobre algo e inventaram isto...Inteligência Emocional.
Bem vou ter que responder à minha chefe, é fácil, normalmente para falarmos destes temas basta juntar muitas palavras, algumas delas que ninguém saiba o significado e pronto arranjamos um documento espectacular. Aqui vai:
- Chefe, na área da cognição, existem vectores que apontam para a semiótica, de uma forma pouco psicopedagógica. No entanto enquanto o sintomatizar e a sua transformação nada fazem para ultrapassar a dislalia, continua-se a falar e agir assim. Mas perante tal reverberação, no que diz respeito às alabardes, pelos menos muitas são insidiosas, mas é isso que nós somos, e nada pode desconectar as nossa sinapses, né?
- Sim... é verdade. Bom... vou fumar um cigarro.
Bom... também não vale a pena continuar com este tema, pois já está inventado e diga-se de passagem a minha Chefe também não está a falar comigo, eu é que estou a fingir que está, apenas para ocupar mais espaço deste texto, e também para continuar a mexer nas teclas do computador.
Não posso parar de teclar senão ela desconfia que não estou a trabalhar...não posso...não posso...não posso.
Bem... também podia estar sempre a escrever uma letra, tipo:
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Mas dá o mesmo efeito que estar a olhar só para o monitor, e além disso, podia parecer uma imitação barata do Stephen Hawking.
Corpo completamente inerte...bom essa parte estamos iguais...
Braço caido no teclado sem conseguir teclar...ok teclar apenas numa letra. Aquela onde o braço caiu.
Só me faltava a palhinha na boca, e eramos iguais.
Um dia ainda vou perceber, quanto ao Stephen, onde é que na cadeira está o recipiente com os liquidos para ele sugar pela palhinha.
Bom...mas não vamos falar mais do Stephen...bem só uma coisa, e isto fica como mensagem caso o Stephen venha a este Blog...
Stephen acho que se fizesses fisioterapia ias lá, mas pronto, as pessoas também se afeiçoam às coisas e depois é difícil deixá-las. FORÇA STEPHEN estou contigo. Um dia ainda temos que fazer umas corridas.
Bem... caros amigos, entretanto já estou a teclar há 20 minutos, muito bom, mas também é fácil estar a teclar sem dizer nada.
Mas agora ocorreu-me uma coisa, eu podia inventar uma teoria, se 2 gajos conseguiram, e deviam estar a fazer o mesmo que eu, nada, eu também poderia conseguir.
Que requisitos é que seriam necessários:
Arranjar um titulo pomposo
Juntar palavras, algumas delas difíceis de pronunciar, que conseguissem ocupar muitas páginas
Manter um ar inteligente (aqui vou ter alguns problemas...mas logo se vê)
Quando apresentar a tese, apresentar um ar seguro do que se está dizer (ok...esta também vai ser difícil), mesmo que não se esteja a dizer nada em concreto (isso eu consigo)
Só ainda não entendi porquê é que estou a escrever isto. O que é que eu estou a fazer aqui sentado, e a teclar neste PC? Meu Deus quem são estas pessoas que estão à minha volta?
Bom...vou desligar isso, vou-me embora...estou aqui sozinho e estou.
Despeço-me com amizade
SAF

4 Comments:
lol!! :)
Tu a escreveres posts pareces um gajo que retarda a ejaculação ao máximo e, quando já não dá mais para aguentar, despeja tudo na nossa cara!!
Obrigado, amigo... aprecio esse instinto, apesar de tudo...
Roque... tu tens gajos que fazem isso na tua cara????
MEDO!!!
Bruno
Só mais uma cena... "(...)apesar de tudo..."???
Caraças.. apesar de tudo o quê?
- Hipótese A: "Apesar de tudo o que me fizeste passar para esconder este amor homossexual que sinto por ti"
- Hipótese B: "Apesar de seres uma besta?"
- Hipótese C: "Apesar de tudo o que me fizeste passar para esconder este amor homossexual que sinto por ti e por seres uma besta?"
Vote!
Bruno
Olha, olha...!!
Bem-vindo! :-)
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